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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

As descobertas do frentista por um dia...


Está na Coluna Negócios & Cia, de O Globo, de hoje, que o diretor da rede de postos de serviço da Petrobras Distribuidora foi "frentista" por um dia, no mês passado. Há até uma foto (de divulgação) dele, calibrando um pneu... A nota diz que: "em 32 anos na estatal, foi a primeira vez que assumiu a função". Como frentista por um dia, ele "deparou-se com usuários heterogêneos e intensa necessidade de qualificação de mão-de-obra". Achou a roupa quente. Constatou que o cliente está sempre com pressa e que "cada forma de pagamento exige um procedimento específico". E faturou R$ 20,50 em gorjetas. É bacana a atitude deste executivo de vivenciar a experiência dos funcionários da empresa, sobretudo no que diz respeito à experiência diária/necessidades dos colaboradores e aos pontos de contato e de relacionamento com os clientes... Mas, convenhamos: 32 anos de Petrobras... Isso já não devia ter sido feito antes? Será que o sistema de comunicação interna da empresa não poderia detectar as sacadas dele quanto ao uniforme, formas de pagamento, necessidades de treinamento? Será que os próprios frentistas nunca reclamaram do calor que sentem com aquelas roupas e sugeriram aos seus superiores da estatal alguma alternativa mais sensata e confortável?


Um comentário:

Flávio disse...

Acredito que também existe um outro pequeno problema: culturalmente, o subordinado sente "medo" ao questionar o superior.
Sempre.

Abraços.