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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Fofocas (1)

Bem, o tema “fofoca nas empresas” é bom. E abrangente pra caramba. Antes de fazer control C control V neste blog de algumas coisas interessantes que andei lendo sobre o assunto (calma, nada muito “cabeça”... me refiro a duas matérias que, coincidentemente, abordaram o tema “fofoca” nas edições de fevereiro das revistas Vida Simples e Criativa), não custa nada perguntar:

- Você gosta de uma fofoquinha envolvendo os “colegas” de trabalho, não gosta?

- Fica doido para saber com quem o “chefe” está saindo ou de quem ele anda com uma “paúra” danada e doido pra demitir? Que feio, heim...

- Já falou mal de algum outro membro do “time” com quem estava disputando uma promoção?

- Já espalhou pra todo mundo que viu sua chefe bêbada se pegando com o novo estagiário na festa de fim de ano da empresa?

- Já comentou com o diretor da empresa que o gerente de estruturas e processos é boa gente, mas burro feito uma porta?

- Ou já foi vítima de algum comentário malicioso ou mesmo de alguma crocodilagem?

Conte aqui sua história! Este blog está aqui para imortalizá-la.

Todos nós protagonizamos, vivenciamos ou presenciamos essas situações. E “agora” (há 20 anos), com internet, e-mail, MSN, Skype, GTalk etc, a velha “rádio-corredor” ficou ainda mais sofisticada.

Já ouvi falar de um caso em que “funcionários”, “sem querer”, entraram no e-mail de “colegas” e descobriram que eles debochavam de várias pessoas da companhia. De outro em que, pelo MSN, um “colaborador” passava informações estratégicas para um concorrente.

Semana passada, um amigo me contou que na empresa em que trabalha está o maior “climão”. O gerente de logística odeia e fala mal pelas costas do gerente de vendas, que, por sua vez, não perde uma oportunidade de descascar o gerente de marketing, figura polêmica que não está mais a fim de aturar os avanços de território do diretor de RH... A expressão que ele usou é precisa: a empresa virou um “barril de pólvora”.

Cochichos sobre a vida alheia sempre existiram (devem estar, inclusive, registradas nas paredes das cavernas) e sempre vão existir, mas quais são os limites entre as fofocas “inofensivas” e as fofocas “malvadezas” que podem causar grandes estragos na vida das pessoas e da própria empresa?

Como identificar os propulsores das fofocas, contaminadores de ambientes, plantadores de boatos, estimuladores de cizânias e os boicotadores de plantão? E o que fazer com eles? Afinal, o que pode ser feito para tentar conter a língua solta e destrutiva no Mundo S.A?

Será que se trata de um problema de liderança? Será que a cultura da empresa (ou a falta dela) pode estar contribuindo para que se crie um ambiente favorável à puxação de tapetes e à fofocagem geral?

Uma boa "pesquisa de clima organizacional” poderia ajudar a remediar o problema? Um bom programa de comunicação interna e de aproximação entre os setores seria uma saída? É importante ficar atento aos buchichos que rolam na rádio-corredor?

Sei lá. Cada caso é um caso e de perto nenhuma empresa é tão “normal” assim. Mas o que eu queria mesmo era ver o veneno transbordando nesse blog com a narrativa dos casos que você conhece. Sem nomes aos bois, é claro. Só as histórias, nuas e cruas, do "underground" da comunicação empresarial.

E, fora isso, vou fazer um apanhado dos "melhores momentos" dessas duas matérias de que falei lá em cima, das revistas Vida Simples e Criativa, que trazem uma abordagem bem interessante sobre o assunto.

PS: podem falar mal de mim, desde que falem bem do meu blog, ok?

6 comentários:

Aline Lelis disse...

Não tenho nenhuma fofoca tão "empolgante" ao ponto de compartilhar com vcs, hehe.
Ou, se tenho, não quero lembrar. Estou com preguiça até para isso.. =P

enfim, entrei para parabenizar pelo blog.
Dizer que tá INCRÍVEL!
E q já esta nos meus favoritos =)

Vou começar esse semestre (1°/2008) jornalismo, e esse blog irá me ajudar mt (assim espero)


PARABÉNS PELO TRABALHO!


=))

Leonardo Pessanha disse...

Olá, Aline, de onde você surgiu? Como chegou até o meu blog? Será que você não é um personagem fake da minha filha que deixou esse comentário só pra eu ficar contente?
Muito obrigado pelos elogios, principalmente porque também tenho escrito nesse blog pensando nos estudantes de comunicação, que ele pode ser um canal bacana de troca de idéias, informações e conhecimentos entre quem não entrou, quem está chegando e quem já atua há algum tempinho no mercado.
Se, inclusive, você quiser escrever sobre o que a levou a fazer jornalismo e que expectativas tem em relação à faculdade e à profissão em si, eu posto o seu texto com o maior prazer! A idéia é essa mesmo. Aqui ninguém sabe mais do que ninguém e está todo mundo a fim de conversar e aprender e até de falar umas bobagens de vez em quando.
O blog é uma bela ferramenta para a prática da velha "dialética" grega, ou seja, da busca de conhecimentos por meio dos diálogos... Que viagem, né...
Abraços e bom carnaval!

Renato disse...

Leonardo, sou jornalista em São Paulo, editor publicações segmentadas. Gostei muito de seu blog. Já está no meu leitor de RSS. Em uma de nossas revistas, a Atualidade Cosmética, temos uma seção que trata de comunicação empresarial. Pretendo utilizar seu blog como musa inspiradora de pautas.
Fato curioso: Estou há 10 minutos em seu blog e já não me lembro como cheguei até aqui...
abs,

Leonardo Pessanha disse...

Caro Renato, saber que este blog já está no leitor de RSS de alguém - ainda mais de um jornalista, editor de publicações segmentadas em SP - é deveras gratificante!
Vamos trocar idéias e inspirações. Este espaço é todo seu para escrever sobre comunicação empresarial e jornalismo. Qualquer contribuição nesse sentido será muito bem-vinda!
Um abraço,
Leonardo

Pili disse...

Tenho uma fofoca! hahaha Falando sobre este tema dentro do ambiente profissional, eu ja vi um caso de demissão por justa causa, que inclusive, foi levado à justiça.
O fato aconteceu no auge da "febre" do Orkut, onde funcionários da mesma empresa ficavam conectados o dia todo e se comunicavam por ele (como se não fosse mais fácil mandar um e-mail ou usar o MSN...). Comentários maldosos foram ditos e fofocas usando a terceira pessoa (mesmo assim dando na cara de que se tratava do chefe)chegaram no presidente. Conclusão:todos os funcionários que postavam fotos relacionadas ao local de trabalho (se tivesse alguma foto de um bolinho de parabéns, já era!)foram demitidos e saíram com uma mão na frente e outra atrás, por levarem um "justa causa" na carteira de trabalho.
O caso foi levado até a justiça, onde os funcionários processaram a empresa por uma conduta muito radical e GANHARAM!
FIM =)

Anônimo disse...

imparato molto